Denúncia de fraude em concurso do TJMG

RODRIGO FLAUSINO

Uma grave denuncia mancha o nome do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Paira sobre o maior órgão da Justiça mineira a suspeita de beneficiar parentes de desembargadores e de funcionários do Tribunal no concurso público para o provimento dos cargos de Juiz Substituto.

O TJMG sempre foi uma instituição fechada, apesar da seriedade da imensa maioria de seus desembargadores. Lado outro, não é difícil encontrar troca de favores entre alguns desembargadores e deputados, por exemplo. Conheço caso explícito de filho de desembargador ocupando cargo de confiança em gabinete de deputado estadual. Tudo bem! O cara pode até ser competente. Não duvido que seja. Mas querer que eu acredite que o nome do pai não exerceu influência, é me chamar de idiota.

O jornal O TEMPO de hoje traz excelente editorial sobre o assunto. (Veja aqui.)

O que a sociedade mineira espera é uma resposta pronta e imediata do Tribunal de Justiça. Do concurso em voga, não esperamos mais nada, pois sua credibilidade já foi ferida de morte. Já passou da hora do Conselho Nacional de Justiça enquadrar os Tribunais estaduais no sentido deles terem mais transparência. Que o TJMG, justamente por sua tradição de seriedade e respeito aos valores democráticos, seja o primeiro.

Um comentário

Anônimo disse...

Será que desta vez será DIFERENTE ? Já se esqueceram do Caso MEDINA? A TV mostrou em horário nobre, gravação dele pedindo ao colega do Paraná para facilitar a prova do genro dele, que obviamente, passou no concurso. O que aconteceu ? NADA ! Foi afastado com proventos integrais e continua ministro do STJ (pode consultar o site). E, este mesmo Ministro ( ex Corregedor do TJMG ) estava na posse do atual presidente.
E o NEPOTISMO proibido pelo CNJ ? (e pelo STF nos outros Poderes) O des Afranio, sitado no blog do colega Saramago em um dos comentários (agora retirados) tem a esposa em cargo COMISSIONADO na Corregedoria do TJMG ?!?! Como, ela é concursada da 1a. Instância !?!?!? Que 'pulo' foi esse? Uma simples leitura da Resolução 7 do CNJ mostra claramente que isto é sim nepotismo porque só foi promovida ao cargo por ser esposa .

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Maira Gall